ARQUITETURA

Academia brasileira dos esquecidos

as brasílicas dos 22 – 1722, 1822, 1922, 2022

Está na hora de relativizar a importância do samba, da bossa nova, da jovem guarda e da tropicália, de Vinícius e de Caetano, de João Gilberto e de Cartola?

E de relativizarmos Carlos Drummond de Andrade, afinal um… funcionário público!! Talvez seja o caso de relativizarmos o franco-carioca Lúcio Costa e o falso erudito Heitor Villa-Lobos… Que tal?

Melhor seria relativizar Machado pois, diz-se que sequer escreveu realmente sua obra! Ou ainda deveríamos relativizar Graciliano, que mal sabia português.

O que dizer de Chiquinha Gonzaga, Guiomar Novaes, Marlene e Emilinha? Quem sabe seja a hora de falar umas verdades sobre Dolores Duran… Clarice, bem, esta nem brasileira era. E das primas Queiroz… elite coronelista nordestina, mesmo que uma fosse paulistana quatrocentíssima!

Na terra do ou é isto ou aquilo, de Cecílias e Bethânias, de Helenas e Madalenas, eu poderia passar a noite aqui relativizando nossa história, nossa cultura (de elite ou elitista?), nossas raízes branco-europeias, eurocêntricas, norteamericazanizadas, pretas africanas, indígenas ancestrais, e ainda todo o resto de nossa mélange, este nosso maior patrimônio, como dizia Darcy.

Vamos continuar dando voz e vez a Lévi Strauss, que com sua visão, esta sim, eurocêntrica e higienista, nos condenou à escuridão eterna dos povos que foram da barbárie à decadência sem conhecer o apogeu, a civilização…

Vamos dar vazão e razão aos que nos negam a possibilidade da auto determinação. Vamos continuar confundindo Victor com Valter, Hugo com Mãe e Khouri.

Aliás, vamos relativizar Darcy, Paulo e Rubens. ou ribeiros, freires e alves. Vamos relativizar Anísio que, afinal, foi beber no norte americano as bases da revolução na educação, a que não houve.

Que, por não havida, nos tornou academicamente tão relativos e, de fato, tão solenemente esquecidos. E desmemoriados.

Salve Vieira

Salve Pagu

Viva a Semana

…………

Foi porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca soubemos o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental.

O monumento é de papel crepom e prata, não tem porta

A entrada é uma rua antiga, estreita e torta

E no joelho uma criança sorridente, feia e morta

Estende a mão

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